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Guia de Saúde Pélvica Feminina

Entenda seu corpo, identifique sinais e adote hábitos simples para viver com mais conforto, confiança e liberdade.

Por Dra. Lidiane Monteiro · Fisioterapia em Saúde da Mulher · CREFITO 3/57483F

1. O que é o assoalho pélvico

O assoalho pélvico é um conjunto de músculos, ligamentos e tecidos que sustenta a bexiga, o útero e o intestino. Ele atua como uma rede de apoio e é essencial para o controle urinário e intestinal, a função sexual e a estabilidade do core.

Quando esses músculos estão enfraquecidos, tensos ou descoordenados, surgem desconfortos que muitas mulheres aprendem a normalizar, mas que podem ser tratados.

Importante: sentir desconforto pode ser comum, mas não é normal. Seu corpo foi feito para funcionar em harmonia.

2. Sinais de alerta

Procure avaliação especializada se você identifica um ou mais destes sintomas:

3. 7 hábitos diários para uma pélvis saudável

1. Hidrate-se bem

Beba entre 1,5 e 2 litros de água por dia. Reduzir líquidos por medo de perdas urinárias concentra a urina e irrita a bexiga, piorando os sintomas.

2. Respeite o ritmo intestinal

Vá ao banheiro quando sentir vontade, sem postergar. Apoie os pés em um banquinho para alinhar o reto e evitar esforço excessivo.

3. Não faça xixi “por garantia”

Ir ao banheiro sem vontade real treina a bexiga a avisar com pouco volume e aumenta a urgência. O ideal é urinar a cada 3–4 horas.

4. Cuide da postura

Sentar e ficar em pé com a coluna alinhada distribui a pressão intra-abdominal. Evite ficar muito tempo segurando a barriga ou prendendo o ar.

5. Respire com o diafragma

O diafragma e o assoalho pélvico trabalham juntos. Respirações profundas, com expansão das costelas, ajudam a relaxar a musculatura.

6. Movimente-se

Caminhadas, alongamentos e atividades de baixo impacto melhoram a circulação pélvica e a consciência corporal.

7. Atenção ao impacto e à carga

Antes de iniciar atividades de alto impacto (corrida, crossfit, saltos), avalie a função do seu assoalho pélvico. Um músculo descoordenado não é, necessariamente, fraco.

4. Exercícios para fazer em casa

Faça em um ambiente tranquilo, sem pressa. Se sentir dor, interrompa.

Respiração diafragmática (3 minutos)

Deitada de barriga para cima, joelhos dobrados. Inspire pelo nariz expandindo o abdômen e as costelas. Expire lentamente pela boca, percebendo o relaxamento da região pélvica.

Consciência do assoalho pélvico

Imagine que está “segurando o xixi e o gás” ao mesmo tempo. Contraia suavemente por 3 segundos, depois relaxe por 6 segundos. Repita 10 vezes, sem prender a respiração.

Ponte de glúteo

Deitada, pés apoiados no chão. Eleve o quadril expirando e contraindo glúteo e assoalho pélvico. Desça inspirando. 2 séries de 10 repetições.

Alongamento da borboleta

Sentada, una as plantas dos pés e deixe os joelhos abrirem para os lados. Mantenha por 1 minuto respirando profundamente. Libera tensão de adutores e períneo.

Atenção: exercícios de Kegel feitos de forma incorreta podem piorar a função pélvica. Em caso de dúvida, busque avaliação individualizada, cada corpo tem uma necessidade.

5. Saúde pélvica em cada fase

Gestação

Preparar o assoalho pélvico durante a gestação reduz o risco de laceração no parto, melhora o controle urinário e facilita a recuperação.

Pós-parto

Os primeiros 6 meses são uma janela importante de recuperação. Avaliação precoce previne disfunções e cuida da diástase, cicatriz e função sexual.

Idade fértil

Cólicas intensas, dor na relação e desconfortos cíclicos não devem ser normalizados. A fisioterapia pélvica é aliada no tratamento.

Perimenopausa e menopausa

A queda hormonal afeta a elasticidade dos tecidos e pode causar secura, urgência urinária e perda de tônus. Tratamentos com tecnologia (laser, radiofrequência) e exercícios devolvem conforto.

6. Mitos e verdades

“Perder xixi depois do parto é normal.”

Mito. É comum, mas tem tratamento eficaz e não precisa ser uma sentença vitalícia.

“Dor na relação é falta de desejo.”

Mito. A dor (dispareunia) tem causas físicas tratáveis: tensão muscular, secura, cicatrizes, vaginismo.

“Fazer Kegel sempre resolve.”

Depende. Nem todo assoalho pélvico precisa fortalecer, muitos precisam aprender a relaxar. Por isso a avaliação é essencial.

“Fisioterapia pélvica é só para quem já teve filhos.”

Mito. Mulheres em qualquer fase da vida podem se beneficiar, incluindo adolescentes, atletas e mulheres na menopausa.

7. Quando procurar ajuda profissional

Procure uma fisioterapeuta pélvica especializada se:

Este guia tem caráter educativo e não substitui avaliação clínica individualizada. Cada corpo tem uma história, e merece um cuidado feito sob medida.

Pronta para o próximo passo?

Agende sua avaliação com a Dra. Lidiane Monteiro e descubra o tratamento ideal para você.

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