1. O que é o assoalho pélvico
O assoalho pélvico é um conjunto de músculos, ligamentos e tecidos que sustenta a bexiga, o útero e o intestino. Ele atua como uma rede de apoio e é essencial para o controle urinário e intestinal, a função sexual e a estabilidade do core.
Quando esses músculos estão enfraquecidos, tensos ou descoordenados, surgem desconfortos que muitas mulheres aprendem a normalizar, mas que podem ser tratados.
2. Sinais de alerta
Procure avaliação especializada se você identifica um ou mais destes sintomas:
- Perdas urinárias ao tossir, espirrar, rir ou praticar exercício
- Urgência miccional ou idas frequentes ao banheiro
- Dor ou desconforto na relação sexual
- Sensação de peso, bola ou abaulamento na vagina
- Dor pélvica persistente, lombar baixa ou no cóccix
- Constipação crônica, esforço excessivo ou dor para evacuar
- Diástase abdominal ou abdômen sem força após gestação
- Cicatrizes (cesárea, episiotomia) com aderência ou sensibilidade
3. 7 hábitos diários para uma pélvis saudável
1. Hidrate-se bem
Beba entre 1,5 e 2 litros de água por dia. Reduzir líquidos por medo de perdas urinárias concentra a urina e irrita a bexiga, piorando os sintomas.
2. Respeite o ritmo intestinal
Vá ao banheiro quando sentir vontade, sem postergar. Apoie os pés em um banquinho para alinhar o reto e evitar esforço excessivo.
3. Não faça xixi “por garantia”
Ir ao banheiro sem vontade real treina a bexiga a avisar com pouco volume e aumenta a urgência. O ideal é urinar a cada 3–4 horas.
4. Cuide da postura
Sentar e ficar em pé com a coluna alinhada distribui a pressão intra-abdominal. Evite ficar muito tempo segurando a barriga ou prendendo o ar.
5. Respire com o diafragma
O diafragma e o assoalho pélvico trabalham juntos. Respirações profundas, com expansão das costelas, ajudam a relaxar a musculatura.
6. Movimente-se
Caminhadas, alongamentos e atividades de baixo impacto melhoram a circulação pélvica e a consciência corporal.
7. Atenção ao impacto e à carga
Antes de iniciar atividades de alto impacto (corrida, crossfit, saltos), avalie a função do seu assoalho pélvico. Um músculo descoordenado não é, necessariamente, fraco.
4. Exercícios para fazer em casa
Respiração diafragmática (3 minutos)
Deitada de barriga para cima, joelhos dobrados. Inspire pelo nariz expandindo o abdômen e as costelas. Expire lentamente pela boca, percebendo o relaxamento da região pélvica.
Consciência do assoalho pélvico
Imagine que está “segurando o xixi e o gás” ao mesmo tempo. Contraia suavemente por 3 segundos, depois relaxe por 6 segundos. Repita 10 vezes, sem prender a respiração.
Ponte de glúteo
Deitada, pés apoiados no chão. Eleve o quadril expirando e contraindo glúteo e assoalho pélvico. Desça inspirando. 2 séries de 10 repetições.
Alongamento da borboleta
Sentada, una as plantas dos pés e deixe os joelhos abrirem para os lados. Mantenha por 1 minuto respirando profundamente. Libera tensão de adutores e períneo.
5. Saúde pélvica em cada fase
Gestação
Preparar o assoalho pélvico durante a gestação reduz o risco de laceração no parto, melhora o controle urinário e facilita a recuperação.
Pós-parto
Os primeiros 6 meses são uma janela importante de recuperação. Avaliação precoce previne disfunções e cuida da diástase, cicatriz e função sexual.
Idade fértil
Cólicas intensas, dor na relação e desconfortos cíclicos não devem ser normalizados. A fisioterapia pélvica é aliada no tratamento.
Perimenopausa e menopausa
A queda hormonal afeta a elasticidade dos tecidos e pode causar secura, urgência urinária e perda de tônus. Tratamentos com tecnologia (laser, radiofrequência) e exercícios devolvem conforto.
6. Mitos e verdades
“Perder xixi depois do parto é normal.”
Mito. É comum, mas tem tratamento eficaz e não precisa ser uma sentença vitalícia.
“Dor na relação é falta de desejo.”
Mito. A dor (dispareunia) tem causas físicas tratáveis: tensão muscular, secura, cicatrizes, vaginismo.
“Fazer Kegel sempre resolve.”
Depende. Nem todo assoalho pélvico precisa fortalecer, muitos precisam aprender a relaxar. Por isso a avaliação é essencial.
“Fisioterapia pélvica é só para quem já teve filhos.”
Mito. Mulheres em qualquer fase da vida podem se beneficiar, incluindo adolescentes, atletas e mulheres na menopausa.
7. Quando procurar ajuda profissional
Procure uma fisioterapeuta pélvica especializada se:
- Os sintomas persistem por mais de 4 semanas
- Você está se planejando para uma gestação ou está no pós-parto
- Você está entrando na perimenopausa
- Você sente que algo mudou no seu corpo após cirurgia, parto ou esporte
- Você quer melhorar sua função sexual e qualidade de vida
Pronta para o próximo passo?
Agende sua avaliação com a Dra. Lidiane Monteiro e descubra o tratamento ideal para você.
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